Eduardo Cotrim
Em épocas de vazios na camada de ozônio e de vazios na percepção da cidade - coisa aparentemente avessa ao meio-ambiente natural - como agente de transformações ambientais e humanas, o Quintais Urbanos é bem-vindo. É mais que bem-vindo...
O Quintais, licença à intimidade com o blog tão recente, ele, por sua autora, acrescenta um espaço inédito e inteligente de estímulo à criação de médios, pequenos e, sobretudo, micro-lugares urbanos verdes, que, somados, parecem mesmo possuir o potencial de uma floresta. Das florestas do Rio, existentes e possíveis, mas também de quaisquer outras cidades.
Os vazios ociosos, impermeáveis, pouco observados, inóspitos, os prováveis quintais a serem construídos em espaços públicos e privados são incontáveis.
Quintais urbanos não são parques nem sítios, pelo que aprendi - são quintais de todos ou de alguém, de pessoas como nós. Por exemplo, interpreto que a grande área de confluência da Rua Silva Terra com Estrada Almirante Santiago Dantas em Guadalupe seja um quintal urbano.
Também será quintal urbano igual ao da imagem acima, o quintal de um apartamento da Rua Belford Roxo em Copa, desde que se confunda com uma jardineira no parapeito da janela, seja essa jardineira-quintal cuidada por uma família de uma pessoa ou por outra de oito. No Alto da Boa Vista o quintal talvez seja uma mini chácara. Na comunidade dos Mineiros, no Alemão, onde há mais espaço que no ap da Belford Roxo, deve haver lugar para um jardim no canto entre a casa e a passagem das pessoas.
Enfim, os quintais urbanos são múltiplos e polivalentes - não há fórmulas para se construir um. Além disso, para uma mais completa recomposição da camada de ozônio, que venham ainda pássaros, formigas e borboletas para os quintais num dia quente, em pleno mês de abril. E que esses quintais possam ser também um convite para um chá gelado na companhia das pessoas que gostamos!

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