O Gambá voltou e estava agora mesmo comendo as minhas batatas doces da jardineira! Corri para o quintal e usei a tática que meus consultores zoológicos me ensinaram - oferecer ração de cachorro para que ele pare de comer minhas plantas. Como eu não tenho mais cachorro, tasquei foi ração de gato mesmo. Também não tenho mais gato. Acho que de agora em diante, só vou ter gambá!
Desci com o saco de ração e ele (acho que é ela de novo) se apavorou e correu, escalou o varal e ficou de lá me olhando com o nariz empinado, me cheirando no ar. Fiquei dizendo: "Fica fria, Zóinho. Trouxe ração pra você. Eu sou legal, mas se você comer mais um galhinho de planta do meu quintal, tás despejado hoje mesmo!" E me mandei.
Quem olha um gambá assim, meio desavisado, pode até achar o danado um bicho feio. Talvez até seja. Mas que é mágico ver um animal eleger, sem mais nem menos, o seu quintal pra morar, ah, isso é! E os olhinhos? Pretinhos e redondos. Nariz de porquinho, mas alongado. Mãozinhas rápidas, curiosas e bastante eficientes. Muito eficientes, aliás! Subiu no varal e carimbou todas as roupas brancas com suas patinhas!
Tenho quase certeza que não é o mesmo gambá que foi despejado há uns dias atrás. Acho que por aqui tá um contando pro outro que, lá naquela casa amarela tem um muro (alto pacas, não sei como eles entram). Atrás deste muro tem um quintal. E neste quintal tem um pé de quiabo e umas batatas (tinha quiabo. Zóinho comeu o pé todo!). Tem também uma enorme caixa com minhocas e outras guloseimas. Uma cama especial, no meio de orquídeas gigantes. O chato são os Paparazzi que ficam à noite como malucos na janela. E aí, sem mais nem menos aparece uma criatura esquisita, uma medusa do outro mundo, te fotografa, conversa com você como se você fosse a coisa mais interessante e especial deste planeta, e no outro dia, zás, estás na rua de novo! Coisa do outro mundo, sô! Mas, ainda assim, vale o pernoite!
Acho que amanhã o João vai levar o "Zóinho" embora também.
Que venham os outros!


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